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Despesas com a casa pesam mais no bolso das famílias no início de 2026

Custos com a casa, água, luz e gás foram os que mais aceleraram a subida em janeiro, revela INE

Publicada em 19/02/26 às 10:38h - 69 visualizações

por Vanessa Sousa - Idealista


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 (Foto: Pexels)

O início de cada ano traz revisões dos preços em várias atividades económicas. E isso acaba por se refletir nas despesas do dia a dia com restaurantes, transportes, saúde, alimentação e habitação. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que as despesas com a casa foram mesmo as que mais aceleraram a subida no arranque de 2026, passando a contribuir mais para o crescimento da inflação em Portugal.

inflação em Portugal aumentou 1,9% em janeiro de 2026, tendo mesmo desacelerado o crescimento homólogo face a dezembro de 2025 em 0,3 pontos percentuais (p.p.), tal como revelou o INE. Mas este número acaba por esconder variações dos preços bem distintas nas diferentes classes de despesas.

Foi mesmo o preço nos restaurantes e serviços de alojamento que mais aumentou no arranque de 2026 (+4,3% em termos homólogos), seguido dos serviços de educação (+4,2%). Estes aumentos anuais contrastam com as quedas nos preços assinaladas no setor da informação e comunicação (-2,3%) e no vestuário e calçado (-1,7%).

Classes de despesas: como variam os preços?

Taxas de variação homóloga dos preços por classes
Variação entre taxas homólogas em pontos percentuais

Table with 4 columns and 13 rows. (column headers with buttons are sortable)
Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis 2,9% 1,5%
1,4
Informação e comunicação −2,3% −3,1%
0,7
Serviços de higiene e cuidados pessoais, proteção social e bens e serv. diversos 3,9% 3,3%
0,6
Bebidas alcoólicas e tabaco 2,0% 1,6%
0,4
Acess. para o lar, equip. doméstico e manut. corr. da habitação 0,5% 0,1%
0,3
Vestuário e calçado −1,7% −1,8%
0,1
Serviços de educação 4,2% 4,2%
−0,1
Saúde 2,6% 2,8%
−0,2
Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas 3,2% 3,5%
−0,3
Serviços financeiros e de seguros 1,9% 2,8%
−0,9
Transportes 0,0% 0,9%
−0,9
Restaurantes e serviços de alojamento 4,3% 6,0%
−1,7
Lazer, recreação, desporto e cultura 0,0% 2,1%
−2,1

Despesas com habitação com maior aceleração de preços

O INE também detetou algumas diferenças na evolução anual dos preços entre janeiro de 2026 e dezembro de 2025. Assinalou, por exemplo, o aumento da taxa de variação homóloga da classe da Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, que passou de 1,5% no último mês do ano passado para 2,9% em janeiro (ou seja, aumentou 1,4 p.p.).

As despesas com a habitação foram mesmo as que mais aceleraram a subida entre estes dois momentos tento em conta todas as classes analisadas. E trata-se de uma inversão da tendência de desaceleração detetada desde maio de 2025. A atualização das rendas e das prestações da casa no início de 2026 pode ajudar a explicar, a par da evolução menos negativa dos produtos energéticos. 

Perante esta evolução, o INE destaca “o aumento da contribuição para a variação homóloga do IPC [Índice de Preços do Consumidor] da classe da Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis. Em sentido contrário, destacam-se as classes dos Restaurantes e serviços de alojamento, dos Transportes, e do Lazer, recreação, desporto e cultura”, lê-se no boletim publicado na semana passada. 

Despesas com a casa: evolução dos preços

Taxas de variação homóloga das classe Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis

Em termos de variação mensal, a inflação em Portugal registou uma variação negativa em janeiro de 2026, de -0,7% (0,1% no mês anterior.) “A classe com maior contributo negativo para a taxa de variação mensal do índice total foi a do Vestuário e calçado, com uma variação de -14,3% (-1,8% no mês precedente e -14,2% em janeiro de 2025). Em sentido inverso, a classe com maior contributo positivo para a taxa de variação mensal do IPC foi a dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, com uma variação de 0,6% (0,1% no mês anterior e 0,9% em janeiro de 2025”, explica o o instituto.

A um nível mais desagregado, o INE diz que entre as principais contribuições positivas para a inflação mensal estão “os sub-subgrupos do Restaurantes, cafés e estabelecimentos similares, do Peixe, vivo, fresco, refrigerado ou congelado, dos Lares residenciais para idosos e deficientes, dos Vinhos de uva e das Rendas efetivamente pagas pelos inquilinos pela residência principal”, que subiram 0,84% em janeiro face ao mês anterior.




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