
As taxas Euribor voltaram a subir ligeiramente em setembro, mas sem se afastarem muito dos 2%. Este aumento do indexante tem reflexo nas prestações da casa nos novos créditos habitação assinados em outubro, mas só em alguns euros. Já quem já está a pagar um empréstimo da casa com a Euribor a 6 ou 12 meses deverá sentir um alívio se a prestação for revista este mês.
Continua a não haver grandes incentivos para que a Euribor volte a cair. No passado dia 11 de setembro, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu voltar a deixar os juros diretores inalterados pela segunda reunião consecutiva. E os especialistas dividem-se sobe o futuro da evolução das taxas do BCE: há quem diga que o ciclo de cortes de juros já terminou, há quem diga que não e há quem admita que possa haver subidas.
Para já, tudo indica que as famílias podem contar com uma estabilização da Euribor em torno de 2%. É isso que diz Miguel Cabrita, responsável pelo idealista/crédito habitação em Portugal: “Enquanto a inflação se mantiver controlada, junto ao valor de referência, não é expectável que haja grandes oscilações da Euribor, não se distanciando muito dos 2%”
A verdade é que o indexante voltou a subir ligeiramente no último mês. Assim ficaram as taxas médias mensais da Euribor em setembro:
Esta ligeira subida da média mensal da Euribor em setembro acaba por impactar os novos créditos habitação contratados estes mês, verificando-se aumentos das prestações apenas apenas para os prazos mais longos. É isso que mostram as simulações do idealista/creditohabitaçao, que têm em conta um empréstimo da casa a taxa variável contratado em outubro (que usa a média mensal da Euribor de setembro) no valor de 150.000 euros, com spread 1% e prazo de 30 anos:
Quem já está a pagar um crédito habitação a taxa variável (ou mista em período variável) vai sentir alívio na prestação da casa se for revista em setembro. Isto porque a Euribor a 12 meses está bem mais baixa do que a observada há um ano (2,936%). Também a média mensal da Euribor a 6 meses em setembro está mais reduzida do que há seis meses (2,202%).
Mas quem tem um crédito habitação indexado à Euribor a 3 meses verá a prestação subir um pouco na revisão deste mês, uma vez que em julho a taxa estava mais baixa (1,986%). Importa não esquecer que dimensão da variação da prestação da casa (em alta ou em baixa) depende também do montante em dívida, além do ano do contrato e condições do empréstimo.